De 8 a 20 de novembro, Brasília vai receber uma série de atrações
que prometem marcar a cena cultural da cidade, levando o espectador
brasiliense a ter um encontro com histórias, personagens, trabalhos que
resgatam a importância do diálogo entre África e Brasil. É a III
Jornada África-Brasil, um mega-evento que trará à Capital Federal uma
série de atrações que celebram o Dia da Consciência Negra. São
iniciativas inéditas no País, como a exposição com trabalhos do jovem
fotógrafo moçambicano Mauro Pinto (que desenvolve uma obra belíssima
com crianças), a mostra de fotografias Netos e Bisnetos de escravos, do
grande artista e militante Januário Garcia (que merece sessão especial
no Museu Afro-Brasil, inaugurado recentemente em São Paulo), a
instalação Deslocamentos, de Marie Ange Bordas, que promove uma
profunda reflexão sobre a realidade e a identidade dos refugiados, e
Cartas D’África: Uma história de retornos, uma exposição que apresenta
as mensagens dos descendentes de escravos brasileiros que voltaram para
a África e que, desta forma, restabelece vínculos e heranças entre
famílias. Tudo isso, além de uma mostra cinematográfica que apresenta
os principais filmes de Ousmane Sembene (considerado o maior cineasta
do Senegal), oficinas de dança e de música, orquestra de berimbaus,
roda de capoeira e muito mais.
Estas são apenas algumas das
grandes atrações que integram a III Jornada África-Brasil. Durante 13
dias e ocupando vários espaços de Brasília, o evento quer celebrar e
valorizar a cultura negra, neste mês em que se comemora o dia 20 de
Novembro, Dia da Consciência Negra. Toda esta festa começa,
oficialmente, no dia 09 de novembro, às 11h00, com abertura musical do
grupo Ilê Aiyê, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, em
solenidade que contará com a presença, do Deputado João Paulo,
presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Luiz Alberto, presidente
da Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial, Senador Paulo
Paim, e do Professor Ubiratan Castro, presidente da Fundação Cultural
Palmares.
Serão exposições fotográficas, instalações,
shows de música e de dança, oficinas, performances, ciclo
cinematográfico que se estenderão até o dia 20 de novembro, envolvendo
a Câmara dos Deputados, Espaço Cultural Renato Russo, Teatro Nacional,
Conjunto Cultural da Caixa, Complexo da Funarte e Centro Comunitário da
Universidade de Brasília, num grande convite à valorização da cultura
negra e à discussão da participação da cultura africana na sociedade
brasileira.
Embora a abertura oficial ocorra no dia 9 de
novembro, um dia antes Brasília já estará acolhendo atrações que
integram a programação da III Jornada África-Brasil. A partir de 8 de
novembro, o espectador brasiliense poderá se surpreender e se emocionar
com a proposta da exposição multimídia Deslocamentos, de Maria Ange
Bordas, montada na Galeria Athos Bulcão do Teatro Nacional Cláudio
Santoro. No mesmo dia, terá início o Ciclo de Filmes Africanos - Mostra
Ousmane Sembene, com sessões diárias na Sala Alberto Nepomuceno do
Teatro Nacional. E ainda no dia 8, começarão também as oficinas de
capoeira e de berimbau, ambas realizadas no Espaço Cultural Renato
Russo. Finalizando o dia com chave de ouro, às 21h00, o Ilê Aiyê faz
show gratuito no Centro Comunitário da UnB.
Os números deste
grande festival de cultura afro-brasileira são bastante expressivos. Ao
todo serão sete exposições, cinco oficinas, duas apresentações
musicais, uma audiência pública, tudo com entrada franca.
ABERTURA OFICIAL
SHOW MUSICAL DO GRUPO ILÊ AIYÊ E APRESENTAÇÃO
COM FANTA KONATE E GRUPO DJEMBEDON
Horário: 11h
Local: Auditório Nereu Ramos, Câmara dos Deputados
O Ilê Aiyê
é primeiro bloco afro da Bahia. Criado em 1º de novembro de 1974,
já nasceu como entidade destinada a preservar, valorizar e expandir a
cultura afro-brasileira. O movimento rítmico musical que o grupo
imprimiu acabou sendo responsável por uma revolução no carnaval baiano.
A partir desse movimento, a musicalidade do carnaval da Bahia ganha
força com os ritmos oriundos da tradição africana favorecendo o
reconhecimento de uma identidade peculiar baiana, marcadamente
negra.
Djembedon significa "As Danças do
Djembê" (tambor milenar da etnia Malinkê). A expressão foi adotada por
uma trupe que trabalha a partir da proposta de explorar a relação entre
som e movimento, baseado na arte Malinkê. O diretor artístico da
troupe, Luis Kinugawa, realizou uma pesquisa por dois anos na África,
especificamente na Guiné, país de origem do Djembê e Dununs, passando
também por Senegal e Serra Leoa, em busca de novos instrumentos e
sonoridades. Casou-se com a coreógrafa Fanta Konatê, filha de Famoudou
Konatê, Mestre Djembefolá, sendo a responsável pelas danças e cantos
africanos originais. Ambos fizeram uma grande pesquisa sobre a música e
a dança Malinkê nos contextos sociais da Aldeia Natal desta família
Konatê, nos Balés da Capital Conakry, assim como o Sabar e os Rhims
"Bayfall" do Senegal, trazendo para o Brasil um vasto material inédito;
fundaram o Instituto Cultural Famoudou Konatê em 2004, para a
concentração e difusão desta cultura. O grupo Djembedon realiza shows e
performances interativas, assim como vivências, workshows e palestras
sobre a experiência adquirida na África.
Um pouco de história
PROGRAMAÇÃO
1. EXPOSIÇÕES
08 de novembro
"DESLOCAMENTOS"
Marie Ange Bordas
Abertura: 19h
Visitação: de 08 a 18 de novembro
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 18h
Local: Galeria Athos Bulcão Do Teatro Nacional Cláudio Santoro
Mais
do que uma exposição multimídia, Deslocamentos é um projeto
multidisciplinar que aborda uma questão chave no mundo atual: o
movimento forçado de pessoas em diversos pontos do planeta. Uma em cada
35 pessoas no mundo migra, fugindo de guerras ou em busca de uma “vida
melhor”, destas, 40 milhões são refugiados ou pessoas forçosamente
deslocadas dentro do próprio país. O deslocamento e suas conseqüências
não são uma questão isolada, mas sim fruto de uma intrincada série de
fatores que afetam a sociedade como um todo. O drama dos refugiados
africanos não está distante da saga dos migrantes nordestinos ou dos
índios afastados de suas terras do nosso Brasil. A exposição
Deslocamentos traz para o Brasil uma amostra do resultado de três anos
de trabalho e convívio da artista com refugiados vivendo em albergues
em Johannesburg (África do Sul), Massy (França) e no Campo de
Refugiados de Kakuma (norte do Quênia). Através da realização de
oficinas de fotografia, vídeo e som, do resgate de relatos orais e da
criação de exposições dentro e fora das comunidades, o projeto busca
equipar seus participantes com recursos para que falem de si e
resgatem, através da experiência criativa, um pouco desta identidade
conturbada pela mobilidade forçada. A exposição em Brasília
propõe um trajeto visual e emotivo através de quatro instalações feitas
com fotos, vídeos e trilhas sonoras, além de uma série de 21
fotografias. A montagem da exposição foi inspirada na trajetória dos
refugiados, uma trajetória definida pela quase impossibilidade de
voltar atrás, pela falta de escolhas e pela ditadura da burocracia.
Marie Ange Bordas desenvolverá uma quarta etapa do projeto no Brasil,
durante o Fórum Social Mundial, que será realizado em janeiro, em Porto
Alegre.
09 de novembro
"CARTAS D’ÁFRICA"
Idealizador: Carlos da Fonseca
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 18h - até dia 19 de novembro
Local: Corredor de Acesso ao Plenário e Hall da Taquigrafia/Anexo II da Câmara dos Deputados
Exposição
inédita no Brasil, com fotografias produzidas no Benin, Gana, Togo e
Nigéria, sobre as comunidades de descendentes de "retornados"
brasileiros. Durante grande parte do século XIX e o começo do XX,
grande contingente de escravos libertos tomou o rumo da África, num
movimento que foi chamado de fenômeno dos "retornados", ainda bastante
desconhecido no Brasil. Quando voltavam para a África, estes
"retornados" levavam consigo pedaços de uma cultura brasileira que
tinham, voluntária ou involuntariamente, incorporado a seu dia-a-dia.
Essa cultura, a princípio imposta, terminou por constituir, no
regresso, o esteio sobre o qual construíram a identidade. As marcas do
Brasil sobreviveram e se incorporaram à bagagem cultural local. Estão
em festas como Nosso Senhor do Bonfim, no carnaval, na arquitetura, na
culinária e até no vocabulário. Centrada em retratos de famílias de
retornados empunhando mensagens por elas escritas e destinadas a seus
"parentes" brasileiros, a exposição apresentará elementos
complementares como fotos das cidades e vídeo com algumas das famílias.
Será feito um convite ao público de Brasília para que responda a estas
cartas da África em cartões, que depois passarão a compor a exposição,
em uma dinâmica que apresenta uma espécie de diálogo entre os dois
continentes. Através deste trabalho, Cartas D’África quer chamar a
atenção do público brasileiro para o fenômeno histórico de africanos e
afro-brasileiros retornados à África e destacar a existência, ainda
hoje, de comunidades de "retornados" em grandes cidades da Nigéria,
Benin, Togo e Gana, que mantêm vínculos culturais e, especialmente,
afetivos, com o Brasil.
09 de novembro
"OLHOS DO BAIRRO"
Fotógrafo: Mauro Pinto
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 18h - até dia 19 de novembro
Local: Corredor de Acesso ao Plenário/Anexo II da Câmara dos Deputados
O
jovem fotógrafo Mauro Pinto é membro da Associação Moçambicana de
Fotografia e já participou de inúmeras exposições coletivas e
individuais, entre outras da última Bienal de Bamako, realizada em
outubro de 2003 e do Festival de Fotografia realizado nas Ilhas Reunião
no ano passado. Nascido em setembro de 1974, Mauro Pinto tem fotos
publicadas e catálogos, livros e revistas do Canadá e outras em
exposição permanente na Holanda. Atualmente está produzindo uma série
de ensaios sobre Moçambique e trabalhando no livro sobre sua obra, que
será publicado na França no contexto de uma coleção sobre os novos
talentos da fotografia africana. O fotógrafo virá a Brasília para
apresentar e dar palestras sobre o trabalho que realiza com as crianças
e que já resultou na exposição Simplesmente Criança, primeira
individual do artista. Olhos do Bairro é resultado de uma atividade
desenvolvida no Bairro de Hulene em Maputo, Moçambique, com 50 crianças
entre 8 e 14 anos de idade, que após receberem noções básicas de
fotografia operaram câmeras fotográficas descartáveis. O trabalho foi
desenvolvido entre julho e agosto de 2004.
A mostra faz parte do
projeto "Brasil-África: Olhares Cruzados" que tem como objetivo
promover o conhecimento recíproco entre o Brasil e a África lusófona,
através de fotografias e cartas produzidas por crianças daqui e de lá.
São fotografias, sendo 20 do fotógrafo moçambicano Mauro Pinto e 20 das
crianças moçambicanas. Aproveitando sua vinda ao Brasil, para
participar da III Jornada África Brasil, o fotógrafo irá realizar, em
parceria como CAMP - Centro de Educação Popular, uma atividade
semelhante com crianças afro-descendentes em Porto Alegre no Rio Grande
do Sul, onde estão localizadas comunidades remanescentes de quilombos
de origem moçambicana.
Curadoria:
Dirce Carrion
09 de novembro
"NETOS E BISNETOS DE ESCRAVOS"
Fotógrafo: Januário Garcia
Abertura: 19h do dia 09 de novembro
Visitação: de 10 de novembro a 5 de dezembro
Horário: de terça a domingo, das 9h às 21h
Local: Conjunto Cultural da Caixa
Fotógrafo,
militante do movimento negro, ex-presidente do Instituto de Pesquisas
das Culturas Negras, há mais de 40 anos Januário Garcia observa e
acompanha a realidade afro-brasileira. Durante todo seu trabalho de
pesquisa juntou um acervo de mais de 30.000 fotos que registra a
história do negro no Brasil, principalmente nas últimas três décadas. A
exposição Netos e Bisnetos de Escravos apresenta uma coletânea de
fotografias que têm como finalidade principal o questionamento da
História do Negro no Brasil, trabalhando nas vertentes básicas:
Construção da identidade negra, denúncia social e racismo, novos
caminhos. Recentemente, Januário Garcia expôs uma série com tema
similar na Assembléia Geral da ONU em Nova York. As 50 fotos que ele
apresenta em Brasília são inéditas.
09 de novembro
"CONGADAS DE MINAS GERAIS"
Pesquisador: Jeremias Brasileiro
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 18h - até dia 19 de novembro
Local: Espaço do Servidor/Anexo II da Câmara dos Deputados
As
Congadas são, principalmente, um costume cultural que propicia aos
praticantes continuar mantendo um elo de ancestralidade com uma África
Memorial. Vinculados a um grupo étnico e social de feições
catolicistas, os congadeiros procuram em seus festejos cíclicos
reafirmar sua identidade com esse costume cultural tão presente em
expressiva parte da população afrodescendente, em especial, nas cidades
de Minas Gerais. Associadas aos povos bantos vindos das atuais regiões
de Angola, Congo e Moçambique na África Ocidental, as congadas se fazem
presentes em Minas Gerais desde o inicio do século XVIII e no Brasil
surgiram na terceira década do século XVI.
10 de novembro
"ÌMÓ DUDÚ (SABEDORIA NEGRA)"
Fotógrafo: Ogã J. Luiz Fareggy N. Alves
Abertura: às 18h00
Data: de 10 a 21 de novembro
Horário: das 13h às 21h
Local: Espaço Cultural Renato Russo, Mezanino Da Biblioteca
Segundo
o dicionário português-yorubá, de autoria do professor Eduardo Fonseca,
ìmó quer dizer sabedoria, conhecimento. Dudú significa negro, preto.
Ìmó Dudu: Sabedoria Negra. A mostra pretende apresentar o dia-a-dia da
comunidade afro-religiosa brasileira e sua importância para a formação
cultural do País. A atenção é centrada especialmente no chamado "povo
de santo". Segundo o fotógrafo Ogã J. Luiz Fareggy N. Alves, os
Terreiros de Candomblé são atualmente os verdadeiros quilombos
contemporâneos. Ele diz: "Onde mais poderíamos ouvir os dialetos
Yorubá, Efon, Bantu e degustar a autêntica culinária afro se não nos
Terreiros de Candomblé espalhados por nosso País, que se encarregaram
de preservar tais segredos por séculos? São os Terreiros de Candomblé
os principais agentes de preservação da autêntica cultura negra no
Brasil".
2. Cinema
CICLO DE FILMES AFRICANOS - Mostra Ousmane Sembene
Datas: de 8 a 12 de novembro
Horários: às 15h e às 18h
Local: Sala Alberto Nepomuceno do Teatro Nacional Cláudio Santoro
Entrada franca
3. Oficinas
OFICINAS CULTURAIS DE CAPOEIRA
Professores: Grupo Nzinga de Capoeira de Angola
Numero de vagas: 40
Data/Horário: 08 de novembro - das 9h às 13h
Data/Horário: 12 de novembro - das 14h às 18h
Local: Sala Multiuso, Espaço Cultural Renato Russo Da 508 Sul.
Inscrições no local
OFICINAS CULTURAIS DE BERIMBAU
Professor: Grupo Nzinga de Capoeira de Angola
Numero de vagas: 30
Data/Horário: 08 de novembro - das 14h às 18h
Data/Horário: 12 de novembro - das 9h às 13h
Local: Sala Multiuso, Espaço Cultural Renato Russo Da 508 Sul.
Inscrições no local
VIVÊNCIA DE PERCUSSÃO DJEMBE E DANÇAS GUINEANAS
Professores: Luis Kinugawa e Fanta Konate
Data: 09 de novembro
Horário: 16h
Local: Sala Multiuso, Espaço Cultural Renato Russo Da 508 Sul
Palestra aberta ao público, com vivência sobre o conteúdo das oficinas e sobre as danças da Guiné.
OFICINAS PEDAGÓGICAS EM TEMÁTICAS AFRO-BRASILEIRAS
Coordenação: Heloísa Pires Lima
Data: 10, 11, 12, 16 e 17 de novembro
Horários: das 8h00 às 12h e das 14h às 18h
Local: Teatro De Bolso - Espaço Cultural Renato Russo da 508 Sul
OFICINAS DE PERCUSSÃO DJEMBE E DANÇAS GUINEANAS
Professores: Luis Kinugawa e Fanta Konate
Numero de vagas: 60
Data: dias 10 e 11 de novembro, das 10h às 12h e das 15h às 17h
Local: Sala Multiuso, Espaço Cultural Renato Russo da 508 Sul
4. Outras atividades
SHOW MUSICAL GRUPO ILÊ AIYÊ
Dia: 8 de novembro
Horário: 21h
Local: Centro Comunitário da Universidade de Brasília
Entrada Franca
SHOW MUSICAL DO GRUPO ILÊ AIYÊ E
APRESENTAÇÃO COM FANTA KONATE E GRUPO DJEMBEDON
Dia 9 de novembro
Horário: 11h
Local: Auditório Nereu Ramos, Câmara dos Deputados
APRESENTAÇÃO DA ORQUESTRA NZINGA DE
BERIMBAUS E RODA DE CAPOEIRA ANGOLA
Dia: 16 de novembro
Horário: 12h30
Local: Hall da Taquigrafia, Anexo II da Câmara dos Deputados
AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE "CAPOEIRA ANGOLA NA LUTA ANTI-RACISMO" e LANÇAMENTO DA REVISTA "TOQUE D’ANGOLA"
Dia: 16 de novembro
Horário: 14h30
Local: Comissão de Direitos Humanos, Anexo II da Câmara Dos Deputados
Participantes: Deputado Luiz Alberto - Membro da CDH
Benedito Cintra - Assessor Especial da Secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Vivaldo Rodrigues Conceição/Mestre Boa Gente - Professor, Agente Social, fundador da Associação de Capoeira Mestre Boa Gente
Paula
Cristina da Silva Barreto/Contramestre Paulina - Socióloga, Professora
da UFBA, Coordenadora do Instituto Nzinga da Capoeira Angola
Mais informações:
III Jornada África-Brasil
De 8 a 20 de novembro de 2004
Locais:
Espaço Cultural Renato Russo, Câmara dos Deputados, Teatro Nacional,
Conjunto Cultural da Caixa, Complexo da Funarte e Centro Comunitário da
Universidade de Brasília