Mama África
III Jornada África-Brasil

Exposições inéditas, ciclo de filmes, shows e oficinas marcam a edição 2004 do mega-projeto que vai acontecer em vários espaços de Brasília

De 8 a 20 de novembro, Brasília vai receber uma série de atrações que prometem marcar a cena cultural da cidade, levando o espectador brasiliense a ter um encontro com histórias, personagens, trabalhos que resgatam a importância do diálogo entre África e Brasil. É a III Jornada África-Brasil, um mega-evento que trará à Capital Federal uma série de atrações que celebram o Dia da Consciência Negra. São iniciativas inéditas no País, como a exposição com trabalhos do jovem fotógrafo moçambicano Mauro Pinto (que desenvolve uma obra belíssima com crianças), a mostra de fotografias Netos e Bisnetos de escravos, do grande artista e militante Januário Garcia (que merece sessão especial no Museu Afro-Brasil, inaugurado recentemente em São Paulo), a instalação Deslocamentos, de Marie Ange Bordas, que promove uma profunda reflexão sobre a realidade e a identidade dos refugiados, e Cartas D’África: Uma história de retornos, uma exposição que apresenta as mensagens dos descendentes de escravos brasileiros que voltaram para a África e que, desta forma, restabelece vínculos e heranças entre famílias. Tudo isso, além de uma mostra cinematográfica que apresenta os principais filmes de Ousmane Sembene (considerado o maior cineasta do Senegal), oficinas de dança e de música, orquestra de berimbaus, roda de capoeira e muito mais.

Estas são apenas algumas das grandes atrações que integram a III Jornada África-Brasil. Durante 13 dias e ocupando vários espaços de Brasília, o evento quer celebrar e valorizar a cultura negra, neste mês em que se comemora o dia 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra. Toda esta festa começa, oficialmente, no dia 09 de novembro, às 11h00, com abertura musical do grupo Ilê Aiyê, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, em solenidade que contará com a presença, do Deputado João Paulo, presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Luiz Alberto, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial, Senador Paulo Paim, e do Professor Ubiratan Castro, presidente da Fundação Cultural Palmares. 

Serão exposições fotográficas, instalações, shows de música e de dança, oficinas, performances, ciclo cinematográfico que se estenderão até o dia 20 de novembro, envolvendo a Câmara dos Deputados, Espaço Cultural Renato Russo, Teatro Nacional, Conjunto Cultural da Caixa, Complexo da Funarte e Centro Comunitário da Universidade de Brasília, num grande convite à valorização da cultura negra e à discussão da participação da cultura africana na sociedade brasileira.

Embora a abertura oficial ocorra no dia 9 de novembro, um dia antes Brasília já estará acolhendo atrações que integram a programação da III Jornada África-Brasil. A partir de 8 de novembro, o espectador brasiliense poderá se surpreender e se emocionar com a proposta da exposição multimídia Deslocamentos, de Maria Ange Bordas, montada na Galeria Athos Bulcão do Teatro Nacional Cláudio Santoro. No mesmo dia, terá início o Ciclo de Filmes Africanos - Mostra Ousmane Sembene, com sessões diárias na Sala Alberto Nepomuceno do Teatro Nacional. E ainda no dia 8, começarão também as oficinas de capoeira e de berimbau, ambas realizadas no Espaço Cultural Renato Russo. Finalizando o dia com chave de ouro, às 21h00, o Ilê Aiyê faz show gratuito no Centro Comunitário da UnB.

Os números deste grande festival de cultura afro-brasileira são bastante expressivos. Ao todo serão sete exposições, cinco oficinas, duas apresentações musicais, uma audiência pública, tudo com entrada franca.

ABERTURA OFICIAL
SHOW MUSICAL DO GRUPO ILÊ AIYÊ E APRESENTAÇÃO
COM FANTA KONATE E GRUPO DJEMBEDON
Horário: 11h
Local: Auditório Nereu Ramos, Câmara dos Deputados

O Ilê Aiyê é primeiro bloco afro da Bahia. Criado  em 1º de novembro de 1974, já nasceu como entidade destinada a preservar, valorizar e expandir a cultura afro-brasileira. O movimento rítmico musical que o grupo imprimiu acabou sendo responsável por uma revolução no carnaval baiano. A partir desse movimento, a musicalidade do carnaval da Bahia ganha força com os ritmos oriundos da tradição africana favorecendo o reconhecimento de uma identidade peculiar baiana, marcadamente  negra.

Djembedon significa
"As Danças do Djembê" (tambor milenar da etnia Malinkê). A expressão foi adotada por uma trupe que trabalha a partir da proposta de explorar a relação entre som e movimento, baseado na arte Malinkê. O diretor artístico da troupe, Luis Kinugawa, realizou uma pesquisa por dois anos na África, especificamente na Guiné, país de origem do Djembê e Dununs, passando também por Senegal e Serra Leoa, em busca de novos instrumentos e sonoridades. Casou-se com a coreógrafa Fanta Konatê, filha de Famoudou Konatê, Mestre Djembefolá, sendo a responsável pelas danças e cantos africanos originais. Ambos fizeram uma grande pesquisa sobre a música e a dança Malinkê nos contextos sociais da Aldeia Natal desta família Konatê, nos Balés da Capital Conakry, assim como o Sabar e os Rhims "Bayfall" do Senegal, trazendo para o Brasil um vasto material inédito; fundaram o Instituto Cultural Famoudou Konatê em 2004, para a concentração e difusão desta cultura. O grupo Djembedon realiza shows e performances interativas, assim como vivências, workshows e palestras sobre a experiência adquirida na África.
Um pouco de história


PROGRAMAÇÃO

1. EXPOSIÇÕES

08 de novembro
"DESLOCAMENTOS"

Marie Ange Bordas
Abertura: 19h
Visitação: de 08 a 18 de novembro
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 18h
Local: Galeria Athos Bulcão Do Teatro Nacional Cláudio Santoro
Mais do que uma exposição multimídia, Deslocamentos é um projeto multidisciplinar que aborda uma questão chave no mundo atual: o movimento forçado de pessoas em diversos pontos do planeta. Uma em cada 35 pessoas no mundo migra, fugindo de guerras ou em busca de uma “vida melhor”, destas, 40 milhões são refugiados ou pessoas forçosamente deslocadas dentro do próprio país. O deslocamento e suas conseqüências não são uma questão isolada, mas sim fruto de uma intrincada série de fatores que afetam a sociedade como um todo. O drama dos refugiados africanos não está distante da saga dos migrantes nordestinos ou dos índios afastados de suas terras do nosso Brasil. A exposição Deslocamentos traz para o Brasil uma amostra do resultado de três anos de trabalho e convívio da artista com refugiados vivendo em albergues em Johannesburg (África do Sul), Massy (França) e no Campo de Refugiados de Kakuma (norte do Quênia). Através da realização de oficinas de fotografia, vídeo e som, do resgate de relatos orais e da criação de exposições dentro e fora das comunidades, o projeto busca equipar seus participantes com recursos para que falem de si e resgatem, através da experiência criativa, um pouco desta identidade conturbada pela mobilidade forçada.  A exposição em Brasília propõe um trajeto visual e emotivo através de quatro instalações feitas com fotos, vídeos e trilhas sonoras, além de uma série de 21 fotografias. A montagem da exposição foi inspirada na trajetória dos refugiados, uma trajetória definida pela quase impossibilidade de voltar atrás, pela falta de escolhas e pela ditadura da burocracia. Marie Ange Bordas desenvolverá uma quarta etapa do projeto no Brasil, durante o Fórum Social Mundial, que será realizado em janeiro, em Porto Alegre.

09 de novembro
"CARTAS D’ÁFRICA"

Idealizador: Carlos da Fonseca
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 18h - até dia 19 de novembro
Local: Corredor de Acesso ao Plenário e Hall da Taquigrafia/Anexo II da Câmara dos Deputados 
Exposição inédita no Brasil, com fotografias produzidas no Benin, Gana, Togo e Nigéria, sobre as comunidades de descendentes de "retornados" brasileiros. Durante grande parte do século XIX e o começo do XX, grande contingente de escravos libertos tomou o rumo da África, num movimento que foi chamado de fenômeno dos "retornados", ainda bastante desconhecido no Brasil. Quando voltavam para a África, estes "retornados" levavam consigo pedaços de uma cultura brasileira que tinham, voluntária ou involuntariamente, incorporado a seu dia-a-dia. Essa cultura, a princípio imposta, terminou por constituir, no regresso, o esteio sobre o qual construíram a identidade. As marcas do Brasil sobreviveram e se incorporaram à bagagem cultural local. Estão em festas como Nosso Senhor do Bonfim, no carnaval, na arquitetura, na culinária e até no vocabulário. Centrada em retratos de famílias de retornados empunhando mensagens por elas escritas e destinadas a seus "parentes" brasileiros, a exposição apresentará elementos complementares como fotos das cidades e vídeo com algumas das famílias. Será feito um convite ao público de Brasília para que responda a estas cartas da África em cartões, que depois passarão a compor a exposição, em uma dinâmica que apresenta uma espécie de diálogo entre os dois continentes. Através deste trabalho, Cartas D’África quer chamar a atenção do público brasileiro para o fenômeno histórico de africanos e afro-brasileiros retornados à África e destacar a existência, ainda hoje, de comunidades de "retornados" em grandes cidades da Nigéria, Benin, Togo e Gana, que mantêm vínculos culturais e, especialmente, afetivos, com o Brasil.
 

09 de novembro
"OLHOS DO BAIRRO"
Fotógrafo: Mauro Pinto
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 18h - até dia 19 de novembro
Local: Corredor de Acesso ao Plenário/Anexo II da Câmara dos Deputados
O jovem fotógrafo Mauro Pinto é membro da Associação Moçambicana de Fotografia e já participou de inúmeras exposições coletivas e individuais, entre outras da última Bienal de Bamako, realizada em outubro de 2003 e do Festival de Fotografia realizado nas Ilhas Reunião no ano passado. Nascido em setembro de 1974, Mauro Pinto tem fotos publicadas e catálogos, livros e revistas do Canadá e outras em exposição permanente na Holanda. Atualmente está produzindo uma série de ensaios sobre Moçambique e trabalhando no livro sobre sua obra, que será publicado na França no contexto de uma coleção sobre os novos talentos da fotografia africana. O fotógrafo virá a Brasília para apresentar e dar palestras sobre o trabalho que realiza com as crianças e que já resultou na exposição Simplesmente Criança, primeira individual do artista. Olhos do Bairro é resultado de uma atividade desenvolvida no Bairro de Hulene em Maputo, Moçambique, com 50 crianças entre 8 e 14 anos de idade, que após receberem noções básicas de fotografia operaram câmeras fotográficas descartáveis. O trabalho foi desenvolvido entre julho e agosto de 2004.
A mostra faz parte do projeto "Brasil-África: Olhares Cruzados" que tem como objetivo promover o conhecimento recíproco entre o Brasil e a África lusófona, através de fotografias e cartas produzidas por crianças daqui e de lá. São fotografias, sendo 20 do fotógrafo moçambicano Mauro Pinto e 20 das crianças moçambicanas. Aproveitando sua vinda ao Brasil, para participar da III Jornada África Brasil, o fotógrafo irá realizar, em parceria como CAMP - Centro de Educação Popular, uma atividade semelhante com crianças afro-descendentes em Porto Alegre no Rio Grande do Sul, onde estão localizadas comunidades remanescentes de quilombos de origem moçambicana.
Curadoria:
Dirce Carrion

09 de novembro
"NETOS E BISNETOS DE ESCRAVOS"
Fotógrafo: Januário Garcia
Abertura: 19h do dia 09 de novembro
Visitação: de 10 de novembro a 5 de dezembro
Horário: de terça a domingo, das 9h às 21h
Local: Conjunto Cultural da Caixa
Fotógrafo, militante do movimento negro, ex-presidente do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras, há mais de 40 anos Januário Garcia observa e acompanha a realidade afro-brasileira. Durante todo seu trabalho de pesquisa juntou um acervo de mais de 30.000 fotos que registra a história do negro no Brasil, principalmente nas últimas três décadas. A exposição Netos e Bisnetos de Escravos apresenta uma coletânea de fotografias que têm como finalidade principal o questionamento da História do Negro no Brasil, trabalhando nas vertentes básicas: Construção da identidade negra, denúncia social e racismo, novos caminhos. Recentemente, Januário Garcia expôs uma série com tema similar na Assembléia Geral da ONU em Nova York. As 50 fotos que ele apresenta em Brasília são inéditas.

09 de novembro
"CONGADAS DE MINAS GERAIS"
Pesquisador: Jeremias Brasileiro
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 18h - até dia 19 de novembro
Local: Espaço do Servidor/Anexo II da Câmara dos Deputados
As Congadas são, principalmente, um costume cultural que propicia aos praticantes continuar mantendo um elo de ancestralidade com uma África Memorial. Vinculados a um grupo étnico e social de feições catolicistas, os congadeiros procuram em seus festejos cíclicos reafirmar sua identidade com esse costume cultural tão presente em expressiva parte da população afrodescendente, em especial, nas cidades de Minas Gerais. Associadas aos povos bantos vindos das atuais regiões de Angola, Congo e Moçambique na África Ocidental, as congadas se fazem presentes em Minas Gerais desde o inicio do século XVIII e no Brasil surgiram na terceira década do século XVI. 

10 de novembro
"ÌMÓ DUDÚ (SABEDORIA NEGRA)"
Fotógrafo: Ogã J. Luiz Fareggy N. Alves
Abertura: às 18h00
Data: de 10 a 21 de novembro
Horário: das 13h às 21h
Local: Espaço Cultural Renato Russo, Mezanino Da Biblioteca
Segundo o dicionário português-yorubá, de autoria do professor Eduardo Fonseca, ìmó quer dizer sabedoria, conhecimento. Dudú significa negro, preto. Ìmó Dudu: Sabedoria Negra. A mostra pretende apresentar o dia-a-dia da comunidade afro-religiosa brasileira e sua importância para a formação cultural do País. A atenção é centrada especialmente no chamado "povo de santo". Segundo o fotógrafo Ogã J. Luiz Fareggy N. Alves, os Terreiros de Candomblé são atualmente os verdadeiros quilombos contemporâneos. Ele diz: "Onde mais poderíamos ouvir os dialetos Yorubá, Efon, Bantu e degustar a autêntica culinária afro se não nos Terreiros de Candomblé espalhados por nosso País, que se encarregaram de preservar tais segredos por séculos? São os Terreiros de Candomblé os principais agentes de preservação da autêntica cultura negra no Brasil".


2. Cinema

CICLO DE FILMES AFRICANOS - Mostra Ousmane Sembene
Datas: de 8 a 12 de novembro
Horários: às 15h e às 18h
Local: Sala Alberto Nepomuceno do Teatro Nacional Cláudio Santoro
Entrada franca


3. Oficinas


OFICINAS CULTURAIS DE CAPOEIRA
Professores: Grupo Nzinga de Capoeira de Angola
Numero de vagas: 40
Data/Horário: 08 de novembro - das 9h às 13h
Data/Horário: 12 de novembro - das 14h às 18h
Local: Sala Multiuso, Espaço Cultural Renato Russo Da 508 Sul.
Inscrições no local

OFICINAS CULTURAIS DE BERIMBAU
Professor: Grupo Nzinga de Capoeira de Angola
Numero de vagas: 30
Data/Horário: 08 de novembro - das 14h às 18h
Data/Horário: 12 de novembro - das 9h às 13h
Local: Sala Multiuso, Espaço Cultural Renato Russo Da 508 Sul.
Inscrições no local

VIVÊNCIA DE PERCUSSÃO DJEMBE E DANÇAS GUINEANAS
Professores: Luis Kinugawa e Fanta Konate
Data: 09 de novembro
Horário: 16h
Local: Sala Multiuso, Espaço Cultural Renato Russo Da 508 Sul
Palestra aberta ao público, com vivência sobre o conteúdo das oficinas e sobre as danças da Guiné.

OFICINAS PEDAGÓGICAS EM TEMÁTICAS AFRO-BRASILEIRAS
Coordenação: Heloísa Pires Lima
Data: 10, 11, 12, 16 e 17 de novembro
Horários: das 8h00 às 12h e das 14h às 18h
Local: Teatro De Bolso - Espaço Cultural Renato Russo da 508 Sul

OFICINAS DE PERCUSSÃO DJEMBE E DANÇAS GUINEANAS
Professores: Luis Kinugawa e Fanta Konate
Numero de vagas: 60
Data: dias 10 e 11 de novembro, das 10h às 12h e das 15h às 17h
Local: Sala Multiuso, Espaço Cultural Renato Russo da 508 Sul


4. Outras atividades

SHOW MUSICAL GRUPO ILÊ AIYÊ
Dia: 8 de novembro
Horário: 21h
Local: Centro Comunitário da Universidade de Brasília
Entrada Franca

SHOW MUSICAL DO GRUPO ILÊ AIYÊ E
APRESENTAÇÃO COM FANTA KONATE E GRUPO DJEMBEDON
Dia 9 de novembro
Horário: 11h
Local: Auditório Nereu Ramos, Câmara dos Deputados

APRESENTAÇÃO DA ORQUESTRA NZINGA DE
BERIMBAUS E RODA DE CAPOEIRA ANGOLA

Dia: 16 de novembro
Horário: 12h30
Local: Hall da Taquigrafia, Anexo II da Câmara dos Deputados

AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE "CAPOEIRA ANGOLA NA LUTA ANTI-RACISMO" e LANÇAMENTO DA REVISTA "TOQUE D’ANGOLA"
Dia: 16 de novembro
Horário: 14h30
Local: Comissão de Direitos Humanos, Anexo II da Câmara Dos Deputados
Participantes: Deputado Luiz Alberto - Membro da CDH
Benedito Cintra  - Assessor Especial da Secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Vivaldo Rodrigues Conceição/Mestre Boa Gente - Professor, Agente Social, fundador da Associação de Capoeira Mestre Boa Gente
Paula Cristina da Silva Barreto/Contramestre Paulina - Socióloga, Professora da UFBA, Coordenadora do Instituto Nzinga da Capoeira Angola

Mais informações:

III Jornada África-Brasil
De 8 a 20 de novembro de 2004
Locais: Espaço Cultural Renato Russo, Câmara dos Deputados, Teatro Nacional, Conjunto Cultural da Caixa, Complexo da Funarte e Centro Comunitário da Universidade de Brasília

   


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