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12/07/2006 » 21h50
Raízes
Bailarina da Guiné fala sobre influência africana no Brasil
Fanta Konatê e o grupo Troupe Djembedon farão bate-papo e ‘pocket-show’ hoje, na rua Ipiranga, 533
Você conhece Fanta Konatê? Bailarina e cantora nascida na Guiné, ela é filha do Mestre Famoudou Konatê, percussionista mundialmente conhecido. A artista, que vive no Brasil há três anos, estará hoje em Piracicaba com o grupo Troupe Djembedon para um bate-papo e “pocket-show” a respeito da influência africana no Brasil.
O evento, que acontece a partir das 13h no Centro de Educação e Cultura da Associação dos Funcionários Públicos (rua Ipiranga, 533, Centro), tem como público-alvo os alunos que participam do curso de Difusão Cultural Afrobrasileira, que começou em 27 de abril e vai até 8 de agosto com aulas na Biblioteca Pública Municipal.
A atividade contará com a participação de Luis Kinugawa, percussionista que passou dois anos estudando a cultura da Guiné in loco e voltou para o Brasil casado com Fanta. “Vou apresentar para o público uma síntese da cultura da região malinkês, que compreende a Guiné, chegando até Senegal e Serra Leoa”, destaca. Segundo Kinugawa, como no Brasil o conhecimento a respeito da África é bastante difuso, a população pensa que a cultura do continente é uma coisa só. “Na verdade é bem diferente, eles chegaram em menor quantidade no Brasil e sua dança é bem diferente do que se convencionou rotular de afro-brasileira. Até porque não têm muita ligação com orixás e são islamizados”, diferencia.
Kinugawa conta que o instituto que preside, o Famoude Kanoute, tem três linhas de atuação. “Contamos com a parte artística, a de pesquisa e a humanitária”, destaca. Ele acrescenta que muita gente ainda acha estranho o fato de ele ter ascendência oriental e fazer parte de uma associação ligada à África. “Acho que está na hora de as pessoas não se ligarem tanto a essas diferenciações”, destaca.
Na parte artística, Kinugawa conta que farão uma pequena apresentação, além de exibir um vídeo que realizou durante sua viagem a Guiné, mostrando vários destaques a respeito da etnia. A percussão típica tem como base o djembê, um tambor milenar confeccionado a partir de um tronco de árvore sagrada, esculpido em forma de taça, com uma pele de cabra esticada através de cordas e aros de ferro.
Segundo o pesquisador Antonio Filogenio de Paula Junior, do Programa Difusão Cultural Afrobrasileira, “receber a Fanta Konatê e o pessoal deste instituto é uma honra, embora aqui no Brasil não se conheça quase nada a respeito da cultura africana”. Para ele, o curso surge exatamente para tentar suprir essa lacuna. “É importante porque contamos com 80 pessoas que estão tendo aulas desde abril, sendo que 50% são ligadas à rede pública de educação e a outra metade funcionaria como agentes multiplicadores. Quanto ao ensino, existe uma lei já aprovada em 2003 que cria a disciplina história e cultura africana na escola, mas os professores ainda não receberam essa capacitação. Então creio que preparamos muitos deles”, afirma. Antes do final do curso, Filogênio Junior anuncia mais uma presença importante em Piracicaba, no início de agosto: a do egípcio Agasson Ambapaul, bispo da igreja ortoxa copta.
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