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Saúde
 
As promessas da musicoterapia
Data: 2006-11-03
Cidade: Metropolitano
 
 
Pensar em tratamentos para a saúde é, quase invariavelmente, algo negativo. “Quem precisa de tratamento é doente”, dizem. Mas existe um tipo específico que poderia ser considerado, no mínimo, razoavelmente relaxante: é a musicoterapia. Não é um tratamento novo, mas, com certeza, é utilizado cada vez mais por jovens e adultos, que querem fugir da vida cotidiana, relaxar, diminuir a tensão. Entretanto, a musicoterapia não serve só para isso. Mas, afinal de contas, o que é, exatamente, esse tratamento?


Musicoterapia é a utilização da música, ou de seus elementos (melodia, som, ritmo e harmonia), por um profissional devidamente qualificado, com o objetivo de promover mudanças positivas físicas, mentais, sociais e cognitivas em uma pessoa, ou grupo de pessoas, com problemas de saúde ou de comportamento.


O campo de atuação da musicoterapia é muito grande, podendo beneficiar desde crianças a idosos. Existem trabalhos clínicos sendo realizados em várias áreas como: deficiência mental (retardo, síndromes genéticas), deficiência física (paralisia cerebral, amputações, distrofia muscular progressiva), deficiência sensorial (surdez, cegueira); nas doenças mentais (área psiquiátrica, autismo infantil, problemas neurológicos); nas áreas sociais (com crianças e adolescentes carentes ou de rua, para inclusão); em geriatria; em distúrbios infantis de aprendizagem e comportamento e com gestantes, na estimulação precoce.


A musicoterapia avalia o estado emocional, físico, comportamental, comunicativo e a habilidade cognitiva através de respostas dadas pela música. As seções, que podem ser individuais ou em grupo, dependendo das necessidades do paciente, abrangem improvisação musical, audição, composição de músicas, discussão, imaginação, performance e aprendizado por meio da música. O paciente não precisa ter nenhuma habilidade musical para se beneficiar do tratamento e não existe um estilo particular de música que é mais terapêutico que os outros. Ou seja, existe terapia musical para todos os gostos e estilos.


Um detalhe importante é que o tratamento só pode ser aplicado por um musicoterapeuta licenciado, que desenvolve um processo musicoterápico específico para cada paciente ou grupo de pacientes. Trata-se da interação paciente versus terapeuta. Pessoas saudáveis podem se beneficiar da música para buscar o prazer, estímulo, redução do stress, relaxamento, ou também, para usar em ambientes profissionais e festas, mas isso não se trata de musicoterapia.


O que poucos sabem (mesmo porque não há nenhuma divulgação da mídia local) é que existe esse tipo de tratamento, um pouco modificado, em Vinhedo. O musicoterapêuta Luis Kinugawa é coordenador de biomúsica em São Paulo. Todos os domingos, em Vinhedo, ele dá o curso “Oficinas de dança e percussão da Guiné”, que se encaixa dentro dos estilos de tratamento da musicoterapia. Inéditas no Brasil, as danças guineanas são a expressão plástica da belíssima e complexa música executada pelos tambores Djembes e Dununs (tambores típicos desse país).


Cada dança e ritmo são executados em contextos sociais específicos como casamentos, circuncisões, trabalho no campo, máscaras, ritos de passagem, etc.
Luis Kinugawa pesquisou por dois anos os ritmos, cantos e tradições originais da Guiné, trazendo para o Brasil um vasto material cultural. Em São Paulo, aos sábados, o curso é ministrado das 11h às 13h na Rua Lisboa, 509 (próximo à Praça Benedito Calixto). Em Vinhedo, as oficinas são aos domingos, das 15h às 17h, na Represa II.


Créditos Texto: JDF
Créditos Foto: Divulgação
 
 
 
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