Histórico

O Ilú Obá de Min é fruto de um processo de mais de 20 anos de pesquisa das matrizes musicais africanas e afro-brasileiras, tendo passado por várias etapas.

2004
Sua formatação atual, com ênfase na música, canto e dança do candomblé, teve início na Oficina de Tambores: Toques Femininos e Masculinos dos Orixás, realizada no Acervo da Memória do Viver Afro-Brasileiro, no Centro Cultural Jabaquara, em São Paulo, de agosto a novembro de 2004, ministrada pelas percussionistas Beth Beli, Adriana Aragão e Girlei Miranda, que reuniu cerca de 30 mulheres.

Em Dezembro de 2004, o Ilú Obá de Min realizou um cortejo percussivo pela comunidade Favela Moinho, no bairro da Barra Funda, em São Paulo, como parte do Projeto de Integração e Humanização da Favela Moinho, realizado juntamente com arte-educadores, ONGs e arquitetos, com o objetivo de apoiar iniciativas de inclusão social realizadas nesta comunidade.

Outro projeto realizado pelo grupo é o Ilú na Mesa, palestras e debates realizados com o objetivo de compartilhar experiências de combate a todas as formas de violência e/ou discriminação. O 1 o Ilú na Mesa foi realizado em novembro de 2004 (Mês da Consciência Negra), na sede da Ong Ação Educativa, na cidade de São Paulo, com o tema “Educação e Relações Étnico-Raciais e de Gênero”. Em março de 2005, “Arte-educação: a posse da rua como possibilidade de intervenção cultural” foi tema do 2 o Ilú na Mesa.Ambos debates contaram com palestrantes convidadas de diversas áreas (psicólogas, arte-educadoras, pesquisadoras e artistas).


2005
Com Oficinas de Rua, o bloco preparou seu desfile do carnaval de 2005. Com início em dezembro de 2004, as oficinas de rua foram realizadas na praça Dom José Gaspar, no centro da cidade de São Paulo, abertas a todas as mulheres que quisessem participar. Como resultado, o bloco fez um belo cortejo de carnaval, com mais de 60 mulheres homenageando a Rainha N´zinga (rainha e heroína africana do séc. XVI), pelas ruas do centro da cidade, terminando na Igreja Irmandade do Rosário dos Homens Pretos, no Largo do Paissandu. O bloco realizou, também, 2 apresentações no carnaval do Rio de Janeiro, participando do desfile de blocos da Av. Rio Branco e do carnaval de rua da cidade de Rio Bonito.

Em janeiro, o bloco participou do cortejo de manifestações artístico-culturais, em comemoração ao aniversário de 451 anos da cidade São Paulo, organizado pela prefeitura de São Paulo, no Parque do Ibirapuera.

O Ilú Obá de Min marcou presença, também, na passeata do dia 8 de março, dia Internacional da Mulher, organizado pelo movimento de mulheres e, a convite da CUT, participou da Parada do orgulho GLBT.

Em abril, o grupo organizou oficina de djembê e danças guineanas, com Luiz Kinugawa e Fanta e Fadima Konate, do Instituto Famoudou Konate , que tem como objetivo promover o intercâmbio cultural entre Brasil e África. A oficina foi realizada no Acervo da Memória do Viver Afro-Brasileiro, no Centro Cultural Jabaquara.

Em maio, o bloco se apresentou na 18ª Feira de Artes da Vila Pompéia, no palco Atitude. Em julho, foi a vez do Festival de Inverno de Amparo, que durante todo o mês promove apresentações de música, dança, teatro, cinema na praça, oficinas educativas e culturais, recreação e lazer para a cidade de Amparo.