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Depois de uma semana tensa, o paulistano tem a chance de se divertir,
vem, neste fim de semana, a virada cultural. Serão 24 horas de
espetáculos. Tudo de graça.
Este ano, a ordem é diversificar, mostrar o que cada região da
capital tem de melhor. Fora as atrações de outras partes do Brasil e do
mundo.
Com roupas coloridas, uma dançarina ensaia o ritmo ao som de instrumentos diferentes que vieram da África.
A música popular no oeste da África é tocada por paulistanos. A
dançarina Fanta Canote e trupe Djembedon estão entre as atrações da
Virada Cultural. “Acho importante pela diversidade, para combater o que
vem acontecendo durante a semana, muitos momentos tristes, a cultura e
a música que é de alegria, ajudam a reverter um pouco a situação”, diz
o diretor artístico do grupo Luís Kinugawa.
O respeito à diversidade de raízes, de gostos e de estilos é a marca da
virada deste ano. “ A gente tem João Bosco e banda Mantiqueira que
abrem oficialmente o evento, Luiz Melodia encerrando, Moraes Moreira
toca meia-noite no Ipiranga, Tribo de Jah, Cordel do Fogo Encantado
tocam na Praça da Sé a noite inteira. Pessoal do hip hop na estação São
Bento do metrô. Independente do que a pessoa gosta, certamente ela vai
achar”, afirma José Sadec, secretário municipal adjunto da cultura.
Antes levava o que a pessoa gostava, agora tem de tudo.
A cidade já está preparada. No Parque da Independência, na zona sul, um
grande palco foi montado para apresentações que vão der música clássica
ao maracatu.
Na Virada Cultural a cidade que não pára também não dorme. O
público tem a chance de atravessar a noite se divertindo e aproveitar
24 horas de uma intensa programação.
As entradas são todas de graça: teatros, shows, casas de cultura, bibliotecas, parques e praças.
No ano passado, mais de três mil artistas se dividiram em 250
locais, em todas as regiões da capital. Neste fim de semana, serão 500
atrações e os moradores já se programam. “Pretendo ir ao parque ver um
show no domingo”, diz uma moradora.
“Espero ir ao teatro. Eu gosto muito de teatro, mas não consigo ir sempre proque está muito caro”, diz outra.
Na Liberdade, o bairro oriental, danças mostram o carnaval
japonês. A dança folclórica também vai ganhar as ruas do bairro. O
público vai poder conhecer ainda mais a cultura japonesa.
A banda Tribo de Jah, que participa da Virada Cultural, este
fim de semana, em São Paulo, esteve no estúdio do SPTV. Confira a
entrevista.
SPTV: Vocês completam 20 anos de estrada este ano?
Fauzi Beydoun (Tribo de Jah):É verdade, a gente completa 20
anos, a banda já rodou todo planeta praticamente e sempre levando o
reggae com elementos da música brasileira, porque principalmente no
exterior o pessoal aprecia muito nossa música.
SPTV: Quando vocês se apresentam na Virada Cultural?
Fauzi Beydoun (Tribo de Jah): Nós vamos tocar na Praça da Sé nesta sexta-feira, a 1h da manhã.
SPTV: Vocês são do Maranhão, que tem muita influência do reggae, né?
Fauzi Beydoun (Tribo de Jah): Muita. Lá é um fenômeno
mundial, é quase, eu diria, uma música popular do Maranhão, mas vamos
fazer uma homenagem a São Paulo, por todo convívio que a banda já teve
aqui.
SPTV:Como é o público paulista para você?
Fauzi Beydoun (Tribo de Jah): A Tribo teve uma gratificação
na carreira muito grande quando chegou a São Paulo e pouco a pouco foi
conquistando uma legião de fãs aqui, que hoje é muito grande. |